Em um café em Belo Horizonte, Edna Santiago trouxe uma perspectiva estrutural sobre a relação entre tecnologia e privacidade de dados. Para ela, a Inteligência Artificial pode ser um vetor, mas não é a causa de uma gestão inadequada de dados. O entrave começa pela negligência comportamental das pessoas em relação ao tema.

Advogada de formação, especialista em Direito Processual Civil e Direito da saúde, Edna faz parte da Comissão de Governança em Privacidade e Proteção de dados e atua há vários anos como Data Protection Officer (DPO), na área da saúde.

“A nossa cultura ainda não está preparada para uma era em que dado é um ativo estratégico.”

— Edna Santiago

Em conversa com João Gabriel, CEO da Horizonte3, ela explica que o papel do encarregado de proteção de dados, função formalizada pela LGPD, vai muito além de responder a incidentes ou revisar cláusulas contratuais. Trata-se de orientar a empresa sobre como os dados são coletados, tratados, compartilhados e eliminados. Em outras palavras, acompanhar o ciclo de vida completo da informação.

Horizonte3

Horizonte3 — inteligência aplicada ao trabalho real.